segunda-feira, 29 de novembro de 2010

93 FOUNDATION



Começou com um e-mail. Mandei um som para alguns amigos, como costumo fazer de tempos em tempos, quando descubro alguma música muito especial. Nesse caso foi “Laredo”, do Band Of Horses. No mesmo dia, recebi uma resposta do Edu Zambetti, amigo de longa data e comparsa aqui no Zinismo. “Já estou praticamente tocando este som no violão. Som bacana, gravação linda!” Meio que brincando, meio que falando sério, respondi “vamos gravá-la?”, e o Edu nem pestanejou: “Cara, estamos em sintonia... pensei a mesma coisa. Escolha mais uma de outro grupo, assim teremos lado A e lado B... ahahah... pode mandar”.

Escolhi Guided By Voices. “As We Go Up, We Go Down”. Simples e bonita. O Edu, com seu talento e habilidade, gravou rapidinho o instrumental dos sons, na casa dele mesmo. E aí, num sabadão à tarde, comprei umas cervejas, peguei um pedestal no estúdio do Pezão e colei na casa do Du, pra gravar as vozes. Rolou tranquilo, sem stress nem pressão. Como tinha que ser...

Assim nascia o 93 FOUNDATION. Não é exatamente uma banda, mas pode ser também - eventualmente e se quisermos - uma banda. É um projeto entre dois amigos que se conhecem há 17 anos, que possuem muitas afinidades musicais e cresceram impregnados pelo espírito do faça você mesmo. Ou seja, o negócio é realizar. Mão na massa.

Além disso, o 93 FOUNDATION é também um post musical. Explico: um post não precisa ser necessariamente um texto, um vídeo, um desenho ou uma resenha. Quem disse que precisa ser “só isso”? Tal regra não existe. Então, vamos explorar, abrir o leque. Aceite esse pacote zipado como um post do Zinismo, com a diferença de tratar-se de um post musical, um post tocado. Afinal, também conseguimos fazer música... Se é boa ou ruim, são outros quinhentos, mas o fato é fazemos.

Finalizando, devo dizer ainda que a primeira foto de divulgação do 93 FOUNDATION foi clicada pelo Denílson Takeda, tendo o quintal da casa/salão do Baixinho como cenário. A arte da capa, o Logo e a arte do release levam assinatura do Guilherme Theodoro, diretor de arte da Editora ZY. Agradecemos à essas pessoas por contribuírem com seu tempo e talento, enriquecendo esse projeto. Thanx!

Ainda não sabemos quais os próximos passos do 93, mas o importante é que o primeiro passo foi dado. Está aí, nossa homenagem à duas músicas e bandas que gostamos. Uma diversão entre amigos. Um post musical.

ESCUTE LOGO ABAIXO O PRIMEIRO SINGLE DO 93 FOUNDATION:






Para fazer o download do EP, incluindo foto promocional, capa e release, visite nosso bandcamp.

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sábado, 27 de novembro de 2010

CLIPE NOVO DO BAND OF HORSES

Depois de fazer a música do ano ("Laredo"), o Band Of Horses agora fez o clipe do ano, para o som "Dilly". Enjoy it!

Band of Horses "Dilly" Music Video from Adam Richards on Vimeo.



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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

BAIXE O NOVO EP DO PARTEUM



"A Autoridade Da Razão" é o nome do novo EP do Parteum.


O download é gratuito e o prazer é ilimitado.


Clique aqui e baixe o seu.


Para mais infos sobre o artista, visite o perfil dele no Trama Virtual.


Tá dado o recado da boa música.








Assista o teaser logo abaixo:

Novo EP (A Autoridade da Razão). Teaser #03 from Parteum on Vimeo.



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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

DIÁRIO DE BORDO - TERRA FESTIVAL

Por Graciene Volcov.

Esta não é uma cobertura do Terra Festival!

De fato, é apenas um mero relato, um bilhete escrito com muita parcialidade e sem qualquer compromisso com a objetividade.

A tarde estava linda! O céu, digno de um verdadeiro Monet, com suas pinceladas oscilando entre um azul profundo e um rosa brilhante; e sob esse cenário, por volta das 18:00 horas, chegamos ao Playcenter.

No palco principal, uma banda que eu não conhecia, Of Montreal, entoava sons cheios dessa aura de modernidade que permeia grande parte das músicas da atualidade. Não faz muito meu gosto, mas é inegável que eles foram competentes durante o show! Muita dança e gritinhos efusivos... Divertido por umas horinhas, e só!

Em seguida, Mika entrou no palco, enchendo-o de uma sincera alegria!
O Mika certamente não é meu cantor preferido, contudo, sempre tive certa simpatia por sua música; sabe quando dizemos que uma pessoa é apenas nossa colega e não nossa amiga? Então, é essa sensação que eu tenho com o Mika... Ok! Ele é legal, mas não é meu amigo!

No entanto, mesmo sendo apenas meu “colega”, não posso deixar de admirá-lo! O rapaz tem uma voz excelente e o show dele é ótimo, teatral na medida certa!

E mais, durante o show, o Mika fazia questão de interagir com o público, tornando o show uma experiência muita próxima e amistosa, mesmo para quem, como eu não, não era muito versado na sua sonoridade.

Enfim, se o Mika era só um colega, um mero conhecido, depois do show, ele passou para quase um amigo, um amigo sem muita intimidade, porém, um bom amigo!



E por volta das 22:00 horas, sob uma linda lua cheia, o Phoenix inundou o palco com Lisztomania na platéia, um milésimo de segundo de silencio, que passado, deu lugar a uma histeria coletiva saudável, sincera e honesta.

Todos cantavam e pulavam juntos! Foi uma daquelas cenas memoráveis, despretensiosamente emocionantes e, justamente por isso, incrivelmente comoventes.

E assim transcorreram quase duas horas de show, recheadas de músicas que estavam na ponta da língua dos fãs e, também, alguns momentos memoráveis, dentre eles, a inexplicável e tocante performance de “Love like a sunset I” e “II”, de uma sutileza extrema, aguda e única.

Mas o ponto alto do show ficou mesmo para o final, quando Thomas Mars resolveu mergulhar sobre o público, composto de milhares de pessoas, fãs afoitos, que ficaram boquiabertos e extasiados com a atitude.

Sim, boquiabertos mesmo! Pois na hora do stage dive do Thomas tive a curiosidade de olhar para trás, o tempo parecia fluir em câmera lenta, alguns levavam as mãos a cabeça, outros cutucavam os amigos e outros tinham os olhos cheios de lágrimas... E nesse ínterim, Thomas Mars interagia com o público, por inteiro, sendo aclamado e ao mesmo tempo, aclamando aqueles que o aplaudiam.

Após esse percurso emocionante, finalmente Thomas chegou aonde queria, um poste no meio do Playcenter, no qual ele subiu, agradeceu ao público e finalmente iniciou seu regresso, sempre nos braços calorosos do público, que lhe devolveram são e salvo ao palco.

E assim, com essa despedida intensa e milhares extasiados, encerrou-se um show verdadeiro e, como já disse, intenso em sua sutileza.



A próxima atração do festival foi Pavement, banda que eu respeito muito, no entanto, não tenho afinidade... Em outras palavras, se tocar, eu escuto e aprecio, contudo, certamente não colocaria no meu iPod.

Assim, como precisava descansar para a apresentação do Smashing Pumpkins, optei por não assistir o show do Pavement, então, nada posso declarar, pois durante o mesmo fiquei sentada, descansando, ao lado do Evolution (aquele brinquedo que gira, de ponta cabeça, durante intermináveis minutos), que funcionava a toda.

Porém, por volta das 00:45 horas, sabia que era hora de voltar para o meu cantinho, situado estrategicamente ao lado direito do palco, pois, em minutos, veria uma das bandas mais criativas de sua geração.

E sem grandes atrasos, Billy Corgan entrou no palco, trazendo a tona o seu tradicional e querido estilo “lango-lango”.

Não, ele não entrou cantando 1979 ou Disarm, na verdade, optou por The Fellowship, música oriunda do projeto Teargarden by Kaleidoscope, boa música, mas, na minha humilde opinião, sem o brilho e o frescor de outrora.

Na seqüência, trouxe Lonely is the name que eu não conhecia, mas gostei bastante... É fato que até esse ponto o público não estava suficientemente empolgado.

Sim! O show estava ótimo, o som era perfeito, os músicos virtuosos, no entanto, faltava vida naquele show, faltava algo que fosse caro ao público e com o qual pudessem se identificar.

E então sobreveio uma linda versão de Today, um clássico de encher a alma e os ouvidos, que restaurou a emoção do público, todavia, após esse sopro de ar fresco, o show continuou instável, com muitas músicas novas, permeadas por um ou outro clássico.

Gostei, especialmente, da versão de Shame; nunca conhecei ninguém que gostasse dessa música, e sempre fui criticada por apreciá-la, assim, ouvi-la no show foi uma espécie de redenção.

É impossível dizer que a apresentação do Smashing foi ruim, contudo, ao contrário do que eu imaginava, após o show não me senti extasiada, estava feliz, mas não nas nuvens. E essa sensação não me contentou!

Tive a impressão que o Billy Corgan entrou em uma espiral curiosa, imergindo no próprio talento.

Que ele é um músico virtuoso e talentoso não há dúvida, contudo, a sensação que fica é que tanta virtuosidade afastou o público.

Tudo parecia demarcado demais, pensado demais, metódico demais e não me arrebatou, pois no meio de tanto método, faltou espaço para emoção, a antítese de todo aquele monte de razões externadas por meio intermináveis solos de guitarras e bateria.


Apesar disso, ainda sim, cada minuto valeu a pena!

Esperava mais, pois tinha minhas pretensões pessoais e meus sonhos de adolescente, cujas cores se assemelhavam, em muito, as cores do vídeo de 1979.

De fato, eu esperava ouvir Disarm e cantar juntinho “The killer in me is the killer in you/ Send this smile over to you”, mas não aconteceu, sem qualquer magoa ou sofrimento, simplesmente as coisas não saíram exatamente como eu esperava, mas nem por isso deixaram de ser interessantes.

E nem poderia ser diferente, pois da mesma forma que eu deixei de ser adolescente, o Smashing Pumpkins também cresceu, amadureceu e mudou.

E apesar das mudanças, o Smashing Pumpkins continuará sendo uma banda singular e, no que me diz respeito, estará sempre na minha lista de preferidas, afinal, nós nunca deixamos de amar os velhos amigos, estejam eles onde e como estiverem...

sábado, 20 de novembro de 2010

OBMJ LANÇA 1º ÁLBUM



Sob os arranjos de Sergio Soffiatti (ex-Skuba) e Felippe Pipeta (Sapo Banjo) a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana se apropria do melhor da música popular brasileira trazendo para ela características das várias vertentes rítmicas e sonoras jamaicanas de raiz, desde o ska tradicional e seu viés mais jazzístico até a simplicidade e malandragem do early reggae passando pelo rocksteady e outros caminhos. Com o recém lançado álbum "Volume 1”, a OBMJ presenteia a todos com muito Ska para quem gosta de MPB e muita MPB para quem gosta de Ska.


Escute o álbum aqui.
Leia a entrevista aqui.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

FÁBIO A. EM DOSE DUPLA

Nosso amigo Fábio A. (artista plástico, músico, zineiro) mandou um email, pra divulgar suas mais recentes empreitadas. Ou melhor, as que estão por vir. Assim, em breve, teremos Fábio A. em dose dupla: tocando com seu projeto/codinome Ajaxfree e também expondo suas artes. Atividades distintas, datas e locais distintos:

O show acontece no dia 23/11, no SESC Santana, durante a Mostra SESC de Artes 2010. Ajaxfree fará uma participação na apresentação dos italianos do Splinter Vs Stalin. Flyer logo abaixo.


A Mostra Fragmentos, com as colagens de Fábio A., acontece em São Caetano do Sul (SP), do dia 30/11 a 20/01. Flyer logo abaixo.


Para conhecer as colagens de Fábio A., clique aqui.

Para ter algumas dicas do som do Ajaxfree, baixe aqui alguns discos (download liberado pelo artista) e leia a resenha que fiz, anos atrás, para a Rolling Stone:

AJAXFREE – “Zero O 9 Decompositioned Themes


Não é fácil ouvir AjaxFree, a empreitada solo do paulistano Fábio A, que vem apertando botões e produzindo ruídos desde 1998. Trata-se de um projeto avant-garde de música experimental barulhenta. Nesse novo álbum o AjaxFree permanece fiel à proposta original: anti-música, sem concessões, e agora totalmente gratuita (ele disponibilizou todo o material, inclusive esse novo, para download no site www.desde69.wordpress.com). Sempre há aqueles que se encantam com o barulho, como é o caso do Sepultura, que chamou o Fábio para fazer a intro e a OUTROdução do álbum Roorback, de 2003, ou de Thurston Moore, do Sonic Youth, que adquiriu uma fita k7 do AjaxFree, através de uma distribuidora européia. E de barulho o Thurston entende...

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

VOCÊ NÃO ESTÁ IMUNE

Forgetters. Nova (nem tão nova assim, mas isso não vem ao caso) banda de Blake Schwarzenbach, aquele do Jawbreaker e Jets To Brazil. O vídeo logo abaixo mostra o trio em ação, apresentando um novo som. Bom som. Punk de responsa. Blake conhece do assunto. E se você gosta/gostava das bandas anteriores do cara, certamente não está imune aos Forgetters. Confira!

forgetters perform "I'm Not Immune" in Chicago from WBEZ on Vimeo.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ENCONTRO DE CINEMA EM PARANAPIACABA


entre 26 e 28 de novembro; interessados podem se inscrever até o dia 18

Estão abertas as inscrições para o 1º Encontro de Cinema de Paranapiacaba – Cinema: Música para Ver! O encontro acontece na Vila de Paranapiacaba, de 26 a 28 de novembro, com exibição de títulos cinematográficos, bate-papo com diretores e workshops sobre fotografia e criação cinematográfica.

Um dos principais objetivos do evento é oferecer uma programação que dialogue com a arquitetura, a historicidade, o clima e a atmosfera peculiar da Vila de Paranapiacaba. Desta forma, a programação do encontro transita do clássico às experimentações contemporâneas, permitindo o debate e a reflexão a cerca da amplitude e da complexidade do audiovisual.

Quem tiver interesse em participar deve se inscrever na sede da Escola Livre de Cinema e Vídeo (Avenida Utinga, 136 – Vila Metalúrgica) até o dia 18 de novembro. Será necessário entregar no ato da inscrição uma cópia do RG, uma foto 3X4, comprovante de endereço e um breve currículo do inscrito. A divulgação dos candidatos selecionados será feito no site da Prefeitura de Santo André (www.santoandre.sp.gov.br) dia 22 de novembro.

Mais informações sobre o 1º Encontro de Cinema de Paranapiacaba podem ser obtidas pelo telefone (11) 4997-2155.

- Programação do 1º Encontro de Cinema de Paranapiacaba
Cinepiano

Dia 26 – 20h

Acompanhando filmes mudos, o compositor e pianista Tony Berchmans improvisa a trilha musical ao piano, misturando trechos de temas clássicos com música original, como ragtime e jazz tradicional, sempre em sincronismo com a ação e com os momentos emocionais das imagens. Tony Berchmans é autor do livro A Música do Filme – Tudo O que Você Gostaria de Saber Sobre a Música de Cinema. Foi curador do Música em Cena – 1º Encontro Internacional de Música de Cinema, realizado em maio de 2007, no Rio de Janeiro, e frequentemente participa dos festivais e concertos de música de cinema nos EUA, Espanha, Bélgica e Brasil.
Local: Clube União Lyra-Serrano (Rua Antonio Olyntho, s/nº)

Nem Dia Nem Noite
Dia 27 – 15h

Baseado no princípio do cinema e nas caixas teatrais, comuns em feiras e ruas da Europa no século XVIII e XIX, forma-se um teatro miniatura. Três minutos podem durar uma eternidade e uma caixa pode ter a dimensão de um oceano.
Local: Clube União Lyra-Serrano (Rua Antonio Olyntho, s/nº)

Narradores de Javé
Dia 27 – 17h

Exibição do filme, seguido por bate-papo com a diretora Eliane Caffé. No filme, os moradores da pequena cidade de Javé recebem a notícia de que o vilarejo será submerso pelas águas de uma represa. Inconformados, descobrem que o local poderia ser preservado se tivesse um patrimônio histórico de valor comprovado e documentado. Decidem, então, preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos históricos, mas poucos sabem ler e só um morador, o carteiro Antônio Biá, sabe escrever. Depois disso, o que se vê é uma tremenda confusão, pois todos procuram o autor da obra para acrescentar algumas linhas e ter seu nome citado.
Local: Clube União Lyra-Serrano (Rua Antonio Olyntho, s/nº)

Exercícios
Dia 28 – 15h30

Exibição dos exercícios realizados durante as oficinas orientadas por Vebis Jr., Fábio Menezes e Christian Piana.
Local: Clube União Lyra-Serrano (Rua Antonio Olyntho, s/nº)

Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll
Dia 28 – 16h

Exibição do filme brasileiro de animação do ano de 2006, com base nos personagens de Angeli. Em uma festa na virada para 1972, na casa de Cosmo, estão os jovens Wood, Stock, Lady Jane, Rê Bordosa, Rampal, Nanico e Meia Oito, que vivem intensamente o barato do flower power ao explodir dos fogos de Ano Novo. Trinta anos se passam e nossos heróis, agora carecas e barrigudos, enfrentam as dificuldades de um mundo cada vez mais individual e consumista.
Local: Clube União Lyra-Serrano (Rua Antonio Olyntho, s/nº)

Hands up / Golpes de Audácia
Dia 28 – 18h30

Comédia de 1926 sobre a guerra de secessão norte-americana. Uma comédia deliciosa no alvorecer do cinema, com Raymond Griffith. A trilha será executa ao vivo pelo músico Wilson Sukorski. No final da guerra civil norte-americana, o presidente Lincoln recebe a boa notícia que uma mina de ouro de Nevada fornecerá todos os recursos necessários para o esforço de guerra do Norte. O presidente quer que lhe tragam o ouro imediatamente. Ao mesmo tempo, Jack (Raymond Griffith), espião do Sul, recebe a missão de interceptar o carregamento de ouro.
Local: Clube União Lyra-Serrano (Rua Antonio Olyntho, s/nº)

Oficinas
Nos dias 27 e 28 de novembro, como parte da programação do 1º Encontro de Cinema de Paranapiacaba – Cinema: Música Para Ver!, serão oferecidas, das 9h30 às 15h, as seguintes oficinas:
Oficina de Interpretação para Cinema
O curso abordará aspectos da relação ator x câmera e permitirá que os atores tenham contato com diretores e uma experiência prática de cena para curta-metragem. Os estímulos e o cenário para realização dos exercícios serão as particularidades da arquitetura e atmosfera da Vila de Paranapiacaba.

A orientação será de Fábio Menezes, diretor e roteirista do curta-metragem Mudanças, com o qual participou da Mostra Paralela do Close – Festival Nacional de Cinema da Diversidade Sexual –, realizado em Porto Alegre. Como ator, já participou de vários trabalhos publicitários e produções de curta-metragem.
Local: Antigo Mercado (Rua Campos Sales, s/nº)

Oficina de Direção para Cinema: Novos Olhares para Paranapiacaba
Buscar e criar possibilidades para se trabalhar com o olhar e a construção dos planos cinéticos na realização de um curta-metragem ou experimentalismo em vídeo digital. Serão abordadas questões ligadas à concepção do roteiro, desde a ideia, passando pela construção de personagens e todas as fases da produção.

A oficina terá orientação de Vebis Jr., graduado em Radialismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Atualmente é professor de Fotografia e Produção no curso de Comunicação Mercadológica e operador técnico de estúdios de cine e TV da Universidade Metodista de São Paulo. Vebis Jr. ganhou importantes prêmios na área audiovisual, entre os quais o de melhor curta-metragem na Mostra Internacional de São Paulo, em 2006, e o Prêmio Estímulo às Artes – Cinema, da Secretaria de Cultura de São Bernardo.
Local: Casa Amarela (Rua Direita, s/nº)

Oficina Fotografia e Registro de uma Vila Histórica
Por meio de aulas teóricas e da exploração fotográfica será realizado um ensaio coletivo sobre a Vila de Paranapiacaba: seus lugares, sua história, a característica construtiva e as personagens que a habitam. A oficina abordará as características da Fotografia Paisagística, Fotografia de Reportagem e do Retrato.
A orientação será de Christian Piana, graduado em Artes Visuais e Fotografia pelo Instituto Europeo di Design, de Roma. Já coordenou várias oficinas de fotografias e fotografou e escreveu para diversas publicações.
Local: Clube União Lyra-Serrano (Rua Antonio Olyntho, s/nº)

Transporte
No dia da abertura do encontro dois ônibus levarão o público até a Vila de Paranapiacaba. Um ônibus sairá do Paço Municipal de Santo André e o outro da Escola Livre de Cinema e Vídeo, ambos às 17h.

Nos dias 27 e 28 de novembro também partirão ônibus do Paço Municipal de Santo André , às 7h30, com retorno da Vila de Paranapiacaba às 21h30.

Os alunos das oficinas promovidas durante o 1º Encontro de Cinema de Paranapiacaba – Cinema: Música Para Ver! Poderão se alojar na Casa Amarela, que fica na vila. Ressaltando que os interessados em pernoitar no local deverão levar roupa de cama, toalha e produtos de higiene. O alojamento não dispõe de refeição e café da manhã.

Sobre a Vila de Paranapiacaba
A Vila de Paranapiacaba, localizada a cerca de 30 km de Santo André , no alto da Serra do Mar, foi construída por ingleses no final do século XIX. A ferrovia local contava com 139 km de extensão e possibilitou o aumento do volume de transporte de café, mudança que foi fundamental para a riqueza econômica do estado e do país.

Paranapiacaba, seu patrimônio tecnológico e seu entorno, composto por remanescentes da Mata Atlântica, foram tombados em 1987 pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo) e, em 2002, pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). No ano seguinte, na esfera municipal, pelo Condephaapasa (Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André ).

SERVIÇO:
1º Encontro de Cinema de Paranapiacaba

Inscrições:
Até 18 de novembro de 2010.
Local: Escola Livre de Cinema e Vídeo – Parque Antonio Pezzolo – Chácara Pignatari (Avenida Utinga, 136 – Vila Metalúrgica).
Data do evento: De 26 a 28 de novembro de 2010.
Local: Vila de Paranapiacaba.
Informações: (11) 4997-2155.
Entrada gratuita.